Skip to main content
← Voltar à biblioteca
PMETaxa de ErroPadrões5S

Simplifica os processos numa pequena empresa: padrões que realmente resistem

Equipa Lean Shift··5 min de leitura

Numa pequena ou média empresa, tudo é pessoal. Essa é a força: caminhos curtos, decisões rápidas, todos conhecem todos. E é também o risco: umas férias, uma doença, uma saída, e de repente ninguém sabe realmente como a tarefa funciona.

O número que torna isto visível é a dispersão. Pega numa tarefa que várias pessoas fazem e mede-a três vezes por pessoa. Não para comparar quem é mais rápido, mas para ver o quanto os caminhos se afastam uns dos outros.

Um exemplo real: a mesma tarefa, cinco pessoas, tempos medidos de 22, 26, 31, 38 e 45 minutos. Essa dispersão não é uma diferença de talento. É um padrão em falta. E é caro, porque o planeamento usa a média enquanto a realidade aparece com os 45 minutos.

O segundo número é a taxa de retrabalho. Quantas tarefas voltam, com que frequência alguém tem de as refazer? Anota as causas e raramente encontrarás vinte diferentes. Normalmente são três, e repetem-se.

Um padrão não é uma jaula, é a melhor forma conhecida até alguém encontrar uma melhor. E é assim que também deve ser escrito. Escreve-o sozinho numa secretária e nunca chega ao terreno. Escreve-o com as pessoas que o fazem todos os dias e o resultado chega até ti sem esforço.

A armadilha: tornar a pessoa mais rápida na referência. Um padrão não é o melhor tempo num bom dia, é a melhor forma segura que um novo colega consegue seguir ao fim de uma semana. Caso contrário, tens um padrão que ninguém segue, e isso é pior do que não ter nenhum.

O primeiro passo: escolhe a tarefa que gera mais perguntas. Observa-a três vezes, anota a melhor forma, testa-a com a equipa durante uma semana. A partir daí, é o fluxo que decide, não o humor do dia.